TEORIAS DE CUSTOS

 

1       Teoria da Produção ou Teoria da Firma

 

A função de produção é apenas uma função que indica a relação entre o volume de fatores (capital e trabalho) utilizados no processo produtivo e o volume final de produto obtido no processo produtivo. Relaciona as quantidades utilizadas de produto final e do fator de produção variável para uma dada tecnologia e estrutura de produção fixa. Segundo Passos e Nogami (2003, p. 223),

A função de produção é a relação que indica a quantidade máxima que se pode obter de um produto, por unidade de tempo, a partir da utilização de uma determinada quantidade de fatores de produção e mediante a escolha do processo de produção mais adequado (tecnologia).

1.1 CONCEITOS BÁSICOS

▪      Fatores de produção: são todos os recursos utilizados no processo produtivo, desde capital (máquinas, equipamentos), matérias-primas, trabalho (mão-de-obra) e capacidade empresarial.

▪      Fatores de produção variáveis: são os fatores de produção cujas quantidades podem variar facilmente, quando se deseja uma diminuição ou aumento na produção. Exemplos: matérias-primas, energia elétrica, combustível, etc.

▪      Fatores de produção fixos: São os fatores de produção cujas quantidades mantêm-se constantes para qualquer quantidade produzida. Exemplos: instalações, aluguéis, depreciação, máquinas. Esta classificação depende da atividade em questão.Um fator de produção pode ser variável em uma atividade e fixo em outra.

1.2 Períodos de tempo relevantes para a firma: Curto prazo e longo prazo

Para a teoria da produção, longo prazo é um período de tempo longo o suficiente para que a quantidade utilizada de todos os fatores de produção possa ser alterada.  É o período de tempo em que todos os fatores de produção são variáveis. No longo prazo, a empresa pode aumentar sua capacidade instalada através da aquisição de novas instalações e equipamentos.

O Curto Prazo diz respeito ao período de tempo em que pelo menos um dos fatores de produção utilizados na produção é fixo. Assim, se o empresário quiser aumentar o volume físico de produção, à curto prazo, só poderá fazê-lo mediante a utilização mais intensa dos fatores de produção variáveis. Exemplo: ele pode usar mais horas de trabalho com o mesmo conjunto de máquinas e equipamentos existentes.

De acordo com essas definições o Longo Prazo está relacionado com o estudo do planejamento estratégico das empresas, seus projetos de ampliação e mudança de tamanho, onde todos os fatores de produção podem ser considerados variáveis.

Por sua vez a teoria da produção trata do processo produtivo no curto prazo onde existem fatores de produção fixos e variáveis. A teoria da produção pressupõe que já exista uma estrutura produtiva determinada e dentro deste cenário a teoria da produção busca otimizar (ou maximizar) o lucro da atividade.

1.3 Lei dos Rendimentos Decrescentes

A Lei dos Rendimentos Decrescentes, também conhecida como Lei das proporções Variáveis, descreve a taxa de mudança na produção de uma firma quando se varia a quantidade de apenas um fator de produção. É enunciada como:

“Aumentando-se a quantidade de um fator variável em iguais incrementos por unidade de tempo, enquanto a quantidade dos demais fatores se mantém fixa, a produção total aumentará, mas, a partir de certo ponto, os acréscimos resultantes no produto se tornarão cada vez menores. Continuando o aumento na quantidade utilizada do fator variável, a produção alcançará um máximo, podendo, então, decrescer” (PASSOS; NOGAMI, 2003, p. 234).

2       Teoria dos Custos

 

O custo é  parte fundamental na determinação do ponto de máximo lucro. Os custos estão relacionados com os preços e as quantidades utilizadas dos fatores de produção.

Custo de Oportunidade de um negócio é o resultado da soma dos custos explícitos mais os custos implícitos. Os custos explícitos consistem nos pagamentos explícitos realizados pela empresa para adquirir ou contratar recursos. Como exemplo desses custos, pode-se citar: salários pagos aos trabalhadores pelos seus serviços; pagamentos realizados pela utilização de energia elétrica; aluguel pago pela utilização do prédio em que a empresa está instalada; pagamentos de juros por  empréstimos realizados para adquirir equipamentos; pagamentos pela compra de matérias-primas, entre outras.

Os custos implícitos correspondem ao custo de oportunidade pela utilização dos recursos de propriedade da própria empresa. Como pertencem à empresa, nenhum pagamento monetário é feito pela utilização desses recursos.

2.1 Lucro Econômico e Lucro Contábil

 

A definição de lucro contábil é dada por:

Lucro Contábil = Receita Total – Custos Explícitos Totais

 

Os economistas, entretanto, levam em consideração no cálculo dos custos de uma firma, não somente os custos explícitos, mas também, os custos implícitos em que a firma incorre. O Lucro Econômico é definido como sendo a Receita Total menos a soma dos Custos Explícitos com os Custos Implícitos, sendo dado pela seguinte expressão:

Lucro Econômico = Receita Total – (Custos Explícitos + Custos Implícitos)

O Lucro Econômico pode ser positivo, zero ou negativo (chamado de Prejuízo Econômico). Em Economia, se uma empresa realiza Lucro econômico Zero, então ela está tendo um Lucro Normal, ou seja, tem a quantia mínima de lucro necessária para manter os recursos empregados e a empresa funcionando.

Se a Receita Total for maior que o Custo Total (custos explícitos e implícitos) então o Lucro Econômico será Positivo. Se a Receita Total for Menor que o Custo Total, então o lucro econômico será negativo e a empresa terá um prejuízo econômico.

Porém, é possível que uma empresa na situação de máximo lucro (ou ponto ótimo de produção) esteja obtendo na verdade prejuízo (neste caso será o ponto de menor prejuízo). Caso ocorra uma situação como esta, a empresa pode defrontar-se com duas possibilidades:

a.    Continuar produzindo com prejuízo;

b.    Parar de produzir, e neste caso, arcar com todos os custos fixos, o que   representa prejuízo também.

Portanto, a empresa deve procurar a situação com menor prejuízo. Não se deve esquecer que além dos aspectos econômicos a empresa tem outros critérios a serem levados em consideração na hora de decidir parar ou não de produzir (custo de demissão, custo para voltar a produzir e recuperar o lugar no mercado, entre outros).

Exemplo: Uma leitura de Consumo de energia elétrica em janeiro acusou 413kw e a de fevereiro acusou 543 kw. Qual o consumo Marginal de energia elétrica em Fevereiro?

Resposta: É a diferença entre 543 e 413 = 130 kw.

2.2  Custos de produção no Curto Prazo

 

Os custos de produção podem ser divididos em custos fixos e variáveis.

Os Custos Fixos (CF) estão associados ao emprego dos fatores de produção fixos. Dizem respeito às despesas nas quais a firma terá de incorrer, quer ela produza ou não, e serão sempre iguais, quaisquer que sejam os níveis de produção. Exemplos: aluguel do imóvel, impostos prediais, seguros do prédio, pagamentos de juros, depreciação, etc. Não se altera em função das quantidades produzidas. É representado por uma reta paralela ao eixo das quantidades.

Os Custos Variáveis (CV) são aqueles que variam em seu total conforme flutuam as atividades produtivas da empresa. Os custos variáveis dizem respeito aos pagamentos que a firma terá de efetuar pela utilização de fatores de produção variáveis. Esses Custos variáveis serão zero quando não houver produção, uma vez que, nesse caso, nada se emprega de fator variável, e aumentarão à medida que a produção aumentar. Exemplos: matéria-prima consumida, mão de obra direta, comissões dos vendedores, energia elétrica, etc.

O Custo Total (CT) é o custo de produção total associado a cada possível nível de produto. Ele é dado pela soma dos custos variáveis mais os custos fixos. Se a produção (x) for zero, o Custo Total será igual ao Custo Fixo.

2.3 Análise do Ponto de Equilíbrio ou Break – even – Point

 

 

O Break-even-Point, ou Ponto de Equilíbrio de uma firma, é definido como sendo o nível de produção e vendas em que todos os custos fixos e variáveis são cobertos pela receita, isto é, o ponto em que o lucro é igual a zero. Em outras palavras, é o nível mínimo de produção e vendas em que uma firma pode funcionar sem que ocorram perdas.

Refere-se ao nível de atividade da empresa em que ela não obtém nem lucro e nem prejuízo, ou seja, existe um determinado ponto onde a Receita é igual ao Custo. Seja “x” a quantidade produzida para a qual a Receita Total (RT) seja igual ao Custo Total (CT). A referida quantidade recebe o nome de ponto de equilíbrio em quantidade (P eq) da empresa.

LT = 0                        então                         RT = CT

 

 

2.4 PAPEL DO GOVERNO NO EQUILÍBRIO DE MERCADO

 

O governo intervém na formação dos preços do mercado por meio dos impostos, subsídios, critérios de reajuste salarial, política de preços mínimos, tabelamentos e congelamentos. Com relação aos impostos estes podem ser divididos em duas classes fundamentais:

  1. Impostos diretos: são impostos que incidem sobre a renda. Ex.: Imposto de renda.
  2. Impostos indiretos: são impostos que incluem sobre o consumo ou sobre as vendas. Ex.: IPI, ICMS, etc

Entre os impostos indiretos destacam-se dois tipos:

Imposto específico: recai sobre cada unidade de mercadoria vendida, ou seja, o valor é fixo independentemente do valor da mercadoria.

Imposto Ad Valorem: é fixado por meio de um percentual (alíquota) aplicado sobre o valor das vendas.

Os impostos representam aumentos nos custos de produção. Quanto mais impostos, maior será o repasse para os preços.

 

Subsídios : Ato do governo visando incentivar determinadas regiões, subsidiar certos setores empresariais e o consumo da população.

  1. subsídios diretos: quando o governo interfere diretamente no mercado, subsidiando determinado produto ou incentivando as exportações. Ex.: subsídios ao trigo, gasolina por ocasião dos choques do petróleo, etc.

 

  1. subsídios indiretos: quando o governo atua por meio da população, isentando de tributos certas atividades ou determinados produtos, algumas regiões ou setores industriais em processo de maturação.

~ por leriostyle em maio 2, 2010.

15 Respostas to “TEORIAS DE CUSTOS”

  1. Adorei as teorias aqui apresentadas
    Ajudou a Esclarecer minhas dúvidas
    Obrigada

  2. Muito bom este estudo!!
    Parabéns!

  3. Gostei muito, me ajudou no meu trabalho de facul (:

  4. Parabéns pela explanação.
    Ela foi muito útil para mim.

    Geórgia Lima

  5. Parabéns pela explanação.
    Ela é muito útil para quem acessa o site.

  6. muito bom mesmo,sei que esse estudo vai me ajudar bastante!
    muito obrigada e que Deus te abençõe sempre!

  7. Gostei do trabalho mas faltou algumas formula

  8. Gostei muito do trabalho had m ajudar nos ultimos txtes e p o exame da faculdade

  9. Por favor, qual o nome do autor desse blog ? Gostaria de usar o conteúdo para um trabalho acadêmico, com isso preciso o nome do autor .

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