CRISE ECONOMICA AMERICANA

1         – Economia

1.1 – Conceito

Ciência social que estuda a produção, distribuição e consumo de bens e serviços.

“Segundo Lionel Robbins, ciência que estuda as formas de comportamento humano resultantes da relação existente entre as ilimitadas necessidades a satisfazer e os recursos que, embora escassos, se prestam a usos alternativos” – ensaio de 1932”.

Dessa forma podemos concluir duas questões fundamentais para a economia: a primeira de que os bens são escassos, onde não há quantidade suficiente para a satisfação das necessidades e desejos humanos e a outra em que a sociedade deve por sua vez utilizar os bens de forma eficiente procurando maximizar seu consumo.

A economia constitui de três questões: como, (Como produzir e que metodos utilizar?), o que( o que produzir e quanto produzir?), e para quem(Qual meu publico alvo?).

Dessa forma podemos classificar dois tipos de economia: a centralizada, onde a decisão central é tomada pelo governo e a economia de mercado onde é o mercado quem define suas ações.

Um exemplo de economia centralizada é a China, onde há o comunismo que consiste em estatizar a produção do país. Já como exemplos de economia de mercado podemos citar o Brasil que adotou a globalização, sistema financeiro que visa diminuir fronteiras de mercado entre os países.

Porém no segundo exemplo, o governo possui papel fundamental na organização economica, como supervisor e regulamentador das atividades economicas, gera ofertas de serviços publicos ou a repartição dos recursos pelos agentes economicos.

2 – A crise econômica americana

Após a data do atentado terrorista de 11 de setembro de 2001, acionistas temiam investir na economia americana procurando evitar prejuízos com o capital empregado. Devido a isso o FED (Federal Reserve) decidiu baixar os juros a fim de recuperar a confiança dos investidores e atraindo atenção de novos setores. No ano de 2003, os juros já chegavam na margem de 1% ao ano.

Com a alta queda dos juros, o setor imobiliário aproveitou-se do momento para oferecer créditos em alta demanda. A procura por hipotecas e financiamentos também cresceu e junto desta valorização do setor imobiliário aumentou a expectativa de que o mesmo se tornasse um bom investimento. Resumindo, um cidadão americano hipotecava seu imóvel e usava o recurso para construção de novos imóveis, revendia os mesmos e obtinha o dinheiro para pagar sua hipoteca adquirindo ainda  uma margem de lucros.

Muitos americanos “tiveram a mesma idéia”, ocasionando alta oferta.  Com o aumento dos juros pelo FED,que vinham subindo desde 2004, (encarecendo o crédito), houve a queda nos valores dos imóveis e os americanos que haviam apostado nesse tipo de investimento, não tinham recursos para quitar suas dívidas. Dessa forma as financeiras não recebiam de seus clientes e não podiam oferecer novos empréstimos gerando menos liquidez no mercado.

Os créditos subprimes também foram fundamentais no abalo da economia. Financeiras imobiliárias, com o intuíto de obterem maiores lucros, emprestaram dinheiro a clientes com dificuldades de comprovar renda e por vezes com histórico de inadimplência. Esse tipo de crédito por ser considerado de alto risco possuía altas taxas de juros. Bancos visando obter altos lucros com o recebimento das dívidas, compraram esses créditos das financeiras e em alguns casos revenderam esses mesmos títulos, gerando uma cadeia de vendas. 

O fato de o tomador não conseguir pagar sua dívida inicial, gera um ciclo de não recebimento. O resultado disso consiste em amedrontar o mercado em relação a liberação de novos empréstimos e compras de títulos subprimes provocando uma crise de liquidez (retração de crédito).

Diante de altas taxas de juros houve um grande índice de inadimplentes, havendo uma desaceleração expressiva na economia americana. Com menos liquidez, ou seja, dinheiro disponível, o poder de compra cai, menos receitas para as empresas e o desemprego aumenta.

2.1 – Empresas prejudicadas

O grande alarde começa em setembro de 2007, onde o BNP Paribas Investment Partners divisão do banco francês BNP Paribas- estaguinou aproximadamente 2 bilhões de euros referente aos fundos Parvest Dynamic ABS, o BNP Paribas ABS Euribor e o BNP Paribas ABS Eonia. O motivo citado para esta medida foi a imprecisão da economia americana gerada pelo mercado “subprime”. 

Diante de tais medidas, empresas como a American Home Mortgage (AHM),sofreram os efeitos da retração.Outra grande empresa do ramo imobiliário e hipotecas americana, a Countrywide Financial, gerou grandes prejuízos e foi vendida para a Bank of America.

Muitos outros bancos importantes como o Citigroup, UBS e Bear Stearns vem revelando perdas e prejuízos bilionários. Não só bancos mas também as empresas ligadas ao setor hipotecário como as poderosas Fannie Mae e a Freddie Mac tem causado efeitos surreais na economia americana, causando temor até mesmo no secretário do Tesouro americano que avalia como importantíssimas para o sistema financeiro americano e mundial. Essas empresas registram prejuízos de US$ 2,3 bi para a Fannie Mae e de US$ 821 mi da Freddie Mac, porém juntas formam a grande máquina em empréstimos de habitações chegando a metade dos US$ 12 trilhões investidos no segmento. Devido a isso o governo anunciou no ultimo dia 7 de setembro uma ajuda de US$ 200 bilhões a fim de evitar maiores danos.

Em contra partida nem todos conquistaram direito a essa ajuda.  O banco Lehman Brothers, que havia comunicado uma reestruturação após uma previsão de prejuízos na casa de US$ 3,9 bi, teve o interesse de vender suas ações ou parte dela para a KDB (Banco de Desenvolvimento da Coréia do Sul). Com o recuo do governo americano, o banco coreano, assim como os bancos Bank of America e o Barclays se negaram a comprá-lo, já que o governo não mostrou interesse nas negociações de venda da instituição. Por fim restou a mesma declarar falência, de acordo com o “capitulo 11” da legislação americana que tem a função de regulamentar falências e concordatas.

2.2 Pacotes de medidas econômicas para combate a crise:

Em fevereiro deste ano foi aprovado pelo governo americano um pacote de medidas que visava amenizar os efeitos da crise. O mesmo continha restituições de cheques no valor de US$ 600 para cada contribuinte com renda anual de até US$ 75 mil; e US$ 1.200 para casais com renda até US$ 150 mil, além de US$ 300 adicionais por filho. Por fim, quem não paga imposto de renda, mas recebe o teto de Us$ 3 mil anuais, teve direito a cheques de US$ 300. Essas medidas refletiram nos dados do PIB (Produto Interno Bruto) com um crescimento de 2,8%, (ligeiramente menor que o calculo prévio de 3,3%).

Porém, com o agravamento da crise foi aprovado pelo governo americano mais um pacote de ajuda. Dessa vez no valor de US$ 700 Bilhões, utilizado para comprar os chamados “títulos podres”, ou seja, papéis cujo resgate se torna muito improvável, com o intuíto de amenizar a falência múltipla das instituições financeiras. O pacote sofreu várias alterações inclusive a de incluir mais US$ 150 bilhões em corte de impostos, benefícios fiscais para a classe média, pequenos empresários e famílias atingidas por acidentes naturais.

O valor do pacote será liberado em parcelas. Primeiro será disponibilizado 250 bilhões de dólares. Assim que autorizada, o presidente do FED (BC americano),poderá requerer mais 100 bilhões de dólares para o Congresso. Por fim a parcela final de US$ 350 milhões, deverá ser liberada de acordo com uma nova movimentação do Congresso americano.

Outro ponto importante é que Washington assumirá participação nas empresas auxiliadas pelo programa. Dessa forma, os contribuintes poderão compartilhar dos lucros das empresas assim que as mesmas se recuperarem.

Um conselho de supervisão do programa será criado e incluirá o presidente do Federal Reserve (FED), Bem Bernanke, e o presidente da Securities and Exchange Comission (SEC, comissão de valores mobiliários), Chris Cox, entre outros altos funcionários, visando assegurar a eficiência da operação.

A fim de evitar pagamentos excessivos será determinado um limite de compensação para os participantes do programa evitando assim que pessoas aproveitem-se da ajuda governamental e logo após deixem o cargo.

Empresas que paguem a diretoria maiores valores que US$ 500 mil ao ano pagarão maiores impostos.

Visando evitar despejos de inquilinos, o secretário do Tesouro Henry Paulson, terá autonomia para renegociar termos de hipotecas com os proprietários devedores.

O secretário do Tesouro terá a opção de requerer que os bancos adquiram seguros para cobrir títulos de hipotecas.

2.3 – Impactos da crise americana no Brasil

Devido ao alto volume de reservas de dólares existentes no País o governo brasileiro afirma que a crise financeira que hoje atinge os EUA não terá grandes abalos na economia brasileira, porem é certo que  nenhum país esta imune.  Os grandes fatores preocupantes hoje entre os analistas financeiros envolvem os commodities (produtos internacionais com preços fixos). Se houver queda nos preços desses produtos haverá conseqüentemente queda nas ações de empresas nacionais como, por exemplo, a Petrobras e a Vale do Rio Doce que comercializam produtos no comércio exterior.

Na Bovespa já é nítido os efeitos da crise. Após várias quedas que chegaram a 10,2%(uma das maiores quedas de sua história)a mesma viu a necessidade de paralisar suas operações por duas vezes no mesmo dia. O fato de estar baseada em um país em expansão a torna aos olhos do investidor estrangeiro um fator de alto risco.

Com o agravamento da crise, a moeda americana registrou alta chegando a valores de R$ 2,40. Com isso dificultou viagens de brasileiros para o exterior e principalmente a exportação de produtos nacionais. O fato que gera maior preocupação é o de que muitas empresas exportadoras obtêm recursos através de financiamentos bancários internacionais (o que equivale a 100 bilhões). Com a crise, os bancos restringiram os créditos diminuindo os investimentos em exportações por parte das instituições nacionais. Devido a isso, o governo estuda a possibilidade de aumentar as linhas de financiamento ao exportador.

Além disso, há os efeitos indiretos, ou seja, muitos produtos importados encarecem seus preços pressionando assim a inflação. O Banco Central brasileiro afirmou que se houver continuidade do aumento do dólar, terá que manter as taxas de juros.

Há previsões de desaquecimento da economia em 2009. Pesquisas semanais apontam a expectativa de crescimento de 3,5% ao próximo ano, queda de 0,5% em comparação há cinco meses.

Bancos Nacionais.

Apesar de não ter ocorrido nenhum procedente com os bancos brasileiros, o Banco Central Brasileiro resolveu adotar medidas preventivas. Uma delas é a diminuição do compulsório (porcentagem de valores investidos pelas agências bancárias no Banco Central a fim de garantir a restituição do investimento feito pelo cliente), que visa aumentar a liquidez do sistema bancário. Outra medida são os leilões de dólares efetuados pelo governo.

O fato de os bancos brasileiros terem atingido resultados positivos possibilitou aos mesmos um fundo de reserva para os momentos de turbulência. Outra questão que contribuiu para a estabilização bancária foi a legislação brasileira, que restringe a terceirização dos chamados créditos podres. Dessa forma torna-se desinteressante para as financeiras oferecer créditos a clientes subprimes tornando mais seguro o recebimento das dividas.

Introdução

Diante de um mundo totalmente globalizado, vez ou outra, acontecimentos em um determinado lugar conseguem abalar estruturas em todos os outros países.

O que dizer então da maior economia do planeta, e quando a mesma entra numa turbulência tamanha que parece não ter mais fim, como num efeito dominó, derrubando peças por peças. Peças importantíssimas, que colocam um dos países mais importantes do mundo num estado de alerta, quanto a sua economia.

Veremos a seguir como os EUA maior potência de capital do mundo enfrenta uma das maiores crises econômica de sua história, como desencadeou, e o que se está sendo feito para contornar seus efeitos, conheceremos a importância que isto tem na economia mundial.

O Estado americano se desdobra entre pacotes econômicos e ações que possam trazer a estabilidade, para um país que é o dínamo da economia global. Grandes bancos e instituições estão envolvidos em uma crise que já decretou falências e aberturas de concordatas, trazendo instabilidade geral e prejuízos astronômicos.

No Brasil apesar de todo esse caos a economia vai se mantendo, outrora o governo se precaveu com planos para segurar os danos, mas entende perfeitamente os efeitos que toda essa turbulência pode agregar numa economia emergente.

Analisaremos quais efeitos e perspectivas o governo brasileiro, se propõem diante a uma das maiores crises econômicas da história que ao menos não tem previsão de encerar.

~ por leriostyle em maio 2, 2010.

2 Respostas to “CRISE ECONOMICA AMERICANA”

  1. “PARABENS Á TODOS QUE ENVIOU TRABALHO, ELES ESTÃO SENDO ÚTIL A INICIANTES COMO EU” OBRIGADO

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