ESTRESSE NO TRABALHO

1. O estresse no trabalho

          O estresse no trabalho é cada vez mais comum hoje em dia, e já é um dos principais motivos de licenças para tratamento de saúde.

          A associação Internacional para o cuidado com e Estresse (ISMA), realizou um estudo sobre o nível de estresse profissional em oito países e o Brasil ficou em segundo lugar, abaixo apenas para o Japão, onde 70% dos empregados sofrem deste mal. Naquele pais a situação é tão drástica que o estresse, geralmente motivado pelo excesso de trabalho, é responsável por cerca de 10 mil mortes por ano.As mortes por este tipo de estresse são chamadas naquele país de “karoshi”.No Brasil, a cada três trabalhadores um sofre de estresse.

          Nos Estados Unidos estima-se que 60 a 80% dos acidentes de trabalho estão relacionados com o estresse e o seu custo total é de 200 a 300 milhões de dólares por ano. Nesse custo, incluem-se os gastos com as faltas dos funcionários, licenças para tratamento da saúde, redução da produtividade, despesas de seguro-saúde e ações de indenização dos trabalhadores que processam as empresas por terem adoecido.

          No Reino Unido, a estimativa é que 17% de todas as faltas ao trabalho se devem a situações provocadas pelo estresse, o que resulta em um custo de 2% do total do Produto Interno Bruto (PIB), pelos mesmos motivos apontados nos Estados Unidos.

          As causas mais prováveis são a competitividade e o excesso de trabalho mais comum e universal de estresse, que atinge qualquer tipo de trabalhador, desde os chefes até os funcionários de cargos menos importantes, assim como profissionais autônomos. O excesso de trabalho geralmente é uma conseqüência do estabelecimento de prazos pouco realistas. Um trabalho entediante, repetitivo e pouco gratificante também é prejudicial. A insegurança gerada pela ameaça de desemprego é outra importante causa de estresse.

         Existem outras causas como conflito com os clientes com os chefes, e o próprio ambiente de trabalho.

O que causa o estresse no trabalho:

  • Alta competitividade;
  • Grande volume de trabalho e pouco tempo para realizá-lo;
  • Ameaça de desemprego;
  • Tarefas repetitivas e pouco gratificantes;
  • Mudanças na estrutura da empresa;
  • Aumento de responsabilidades, com promoção ou não;
  • Cobranças excessivas;
  • Baixos salários;
  • Busca da perfeição nas tarefas;
  • Chefe imediato muito estressado, que cobra e puni indiscriminadamente;
  • Mau relacionamento com colegas de trabalho;
  • Métodos inadequados que não facilitam o trabalho;
  • Transferência de local de trabalho ou de cidade;
  • Fofocas e maledicências.

 

2.  O que é burnout?

         É o termo utilizado para designar o estágio mais avançado de estresse no ambiente de trabalho. Estar em burnout significa estar preso em uma situação sem saída, quando já se perdeu a noção da dimensão dos fatos. Quando você está a ponto de ter um ataque histérico, ou já teve realmente, você pode estar sofrendo deste mal.

        Existem algumas diferenças de país para país, mas as principais causas são as mesmas em todos eles: tensão entre chefes e subordinados e a convivência com os colegas de trabalho. A situação econômica não foi apontada como causa importante na pesquisa, destacando-se as relações pessoais.

       Em primeiro lugar os especialistas recomendam que o funcionário tire férias imediatamente e em segundo lugar, que faça uma terapia com um profissional da saúde mental. Se o problema não for atacado de imediato, o profissional pode acabar sofrendo de depressão profunda.

                      As medidas para reduzir o estresse é a própria conscientização de que está estressado e a decisão firme de tentar resolvê-lo é uma etapa importante para reduzir o estresse. Significa aceitar que tem um problema, mas que não permitirá que ele atrapalhe sua vida. Depois o próximo passo é identificar o que está causando o estresse. Se isso não for fácil, ou não houver um motivo claramente definido, verifique quando você fica ansioso e ao conhecer melhor as suas reações as pessoas e situações, você terá mais facilidade para descobrir o que está errado.

        Em professores as maiores conseqüência para se ter um burnout é a desmotivação no trabalho, a falta de tempo, exaustão, incapacidade, frustração que acarreta o estresse profissional, fazendo com que o profissional largue o seu emprego ou trabalhe sem vontade.

  1. Como evitar o estresse no trabalho

 

         Se você enfrentar dificuldades no trabalho que estão elevando seu nível de estresse, antes de mudar de emprego, tente aprender a controlar o desgaste provocado pelas tensões, melhorar a sua qualidade de vida e o relacionamento com os colegas.

Problemas?O que você pode fazer.

         Atritos e dificuldades de relacionamento: Faça um esforço concentrado para melhorar o relacionamento com os colegas, aprenda a “desligar” de pequenas atitudes irritantes dos colegas. Não aceite provocações. Preserve a sua felicidade, não entre nas rodas de fofocas.

         Não seja escravo do telefone: Marque um horário para atender e fazer ligações e avise as pessoas sobre ele. Desligue o celular em reuniões ou quando estiver atendendo alguém.Falta de tempo: Priorize as tarefas, começando sempre com as mais difíceis. Delegue tarefas e divida responsabilidades, use mais a agenda.

         Seja realista: Não queira fazer mais do que é possível. Se a empresa tem poucos recursos, negocie ou adapte-se a eles.

        É possível obter maior rendimento nas tarefas sem criar mais tensão?

        Isso é perfeitamente possível, desde que você respeite o seu próprio ritmo de trabalho. Para isso é importante você conhecer o sei ciclo de energia diária e distribuí-la adequadamente ao longo da jornada de trabalho. De modo geral, o dia tem quatro fases: o aquecimento, a fase de desenvolvimento, a fadiga e o esforço.                  Concentre as questões importantes para as primeiras faces e deixe os mais leves para o final do dia. Nesse período, evite também tomar decisões, concentrando-se em assuntos de rotina.

Faça o seu tempo render mais.

  • Faça diariamente uma lista de tarefas a serem cumpridas;
  • Execute as tarefas por ordem de prioridade;
  • Se não conseguir realizar todas elas, transfira para o dia seguinte sem encarar o fato como falta de capacidade;
  • Aceite os trabalhos mais difíceis como desafios a vencer;
  • Não adie a solução de problemas;
  • Divida responsabilidades e confie mais nos colegas;
  • Faça uma pausa sempre que estiver sob pressão muito intensa e pratique algum exercício de relaxamento;
  • Recompense a si mesmo pelas tarefas cumpridas.

 

  1. Prevenção e Tratamento

 

         Em primeiro lugar, convencer-se de que o estresse é geralmente uma conseqüência do modo de vida e que é perfeitamente possível reverter à situação, desde que haja disposição e determinação para investir em uma mudança ou comportamento. Os resultados positivos podem não ser imediatos, pois não se mudam hábitos de uma hora para outra, mas os benefícios serão muitos.

         O tratamento médico tem como objetivo acabar com os sintomas do estresse, e fortalecer o organismo diminuindo as conseqüências nervosa, mas não atuará sobre as causas do estresse. Para isso é preciso buscar a ajuda de um profissional de saúde mental (psicólogo ou psiquiatra). Em muitos casos, o melhor tratamento é aquele que combina a intervenção do médico (geralmente clinico geral) com o psicólogo ou psiquiatra.

        O tratamento psicológico tem como objetivo levar o individuo a aprender com os sintomas de modo que estes possam ser separados. Através do autoconhecimento, o indivíduo pode criar condições de modificar seu contexto e eliminar as causas que geram o estresse, ou aprender a conviver com elas sem perder o equilíbrio do organismo.

       O estresse patológico, assim como muitos outros distúrbios, esta ligado a algum tipo de desequilíbrio do organismo com seu meio. A terapia psicológica visa superar esse desequilíbrio, levar o individuo a aperfeiçoar sua habilidade em identificar como ele anda se equilibrando e buscar maneiras de, ele próprio, encontrar as formas de se equilibrar.                  Em outras palavras, o que o processo psicoterapêutico procura é desenvolver a capacidade do individuo de se ajustar criativamente às situações que causam estresse.

         Os tranqüilizantes podem ajudar em casos de crises mais graves de estresse, mas só devem ser tomados quando prescritos por médicos ou psiquiatras. Os tranqüilizantes não são uma solução em longo prazo e é aconselhável tomá-los pelo menor período de tempo possível para evitar a dependência e ter capacidade de lutar contra as pressões ou aprender a conviver com elas.

         Muitas vezes é impossível fugir das situações estressantes, ou porque elas independem da nossa vontade ou porque nos habituamos a lidar com elas de uma determinada forma e não conseguimos mudar nosso padrão de comportamento. Mas, há uma serie de técnicas que podem ser tentadas para aliviar a ansiedade liberar as tensões acumuladas e reduzir o estresse da vida diária. 

  • Enfrentar os problemas;
  • Impor limites;
  • Aprender a relaxar;
  • Separar o trabalho da vida pessoal; do desequilíbrio causador dos sintomas. Mas o tratamento médico busca através de medicamentos, a manutenção do equilíbrio, não modificando os fatores geradores. A gastrite, por exemplo, é uma doença comum nas pessoas que vivem em estado de estresse continuo. O médico indicará um remédio específico para combater a inflamação gástrica e até indicar medicamentos para diminuir a tensão
  • Aprender a dizer não;
  • Evitar o excesso de informações;
  • Adotar hábitos saudáveis;
  • Praticar atividades físicas;
  • Não resolver tudo sozinho;
  • Fugir da rotina;
  • Evitar a solidão;
  • Cuidar da vida social;
  • Dormir bem;

      Dormir bem é um ótimo remédio para o estresse, pois o sono é fundamental para o organismo e um dos mais importantes contra o estresse. É através do sono que o organismo se recupera dos desgastes ocorridos durante o dia. Dormir bem é tão importante que sua ausência total, durante muito tempo, pode levar a psicose, com alucinações e delírios.

       Os médicos relatam que muitos pacientes estressados conseguem melhorar os sintomas apenas dormindo bem.

       Cada pessoa tem um ritmo próprio e necessidades específicas. O recomendável, genericamente, é oito horas de sono, mas o melhor meio de saber o número de horas necessárias é verificar o estado geral ao acordar. Se você acorda irritado ou cansado pela manhã, com certeza não esta dormindo o numero de horas necessárias para o seu ritmo pessoal.

         A respiração é um excelente método para manter a calma em momentos de tensão. Com o domínio de algumas técnicas simples, você poderá manter o autocontrole quando sentir que a ansiedade, a irritação e a tensão vão deixá-lo estressado. Sua auto-estima também vai melhorar quando você sentir que pode se controlar e se poupar de um desgaste maior. Passe a empregá-la quando estiver no trânsito, antes de entrar em uma reunião difícil, em uma discussão desgastante e sempre que você achar necessário, você se sentira bem melhor.

  1. Terapias Alternativas

       Existem varias terapias alternativas utilizadas atualmente, incluindo algumas atividades de lazer, como a dança e a musica, por exemplo, além de atividades esportivas e de relaxamento. O sucesso dessas terapias se deve ao fato de que a maioria delas esta associada a filosofias ou modos de vida que buscam o equilíbrio entre a mente e o corpo, além de envolver a espiritualidade. Mas é importante destacar que elas não são reconhecidas pela Medicina como terapias, nem mesmo autorizadas oficialmente pelos Conselhos de Medicina, com exceção da medicina ortomolecular e da homeopatia. Isso não significa que possam causar algum mal. Para prati9car qualquer uma dessas terapias, no entanto, é importante procurar profissionais reconhecidos e qualificados e informar-se sobre o que cada uma pode oferecer.

As principais são:

  • Homeopatia;
  • Homotoxicologia;
  • Medicina Ortomolecular;
  • Tai – chi – chuan;
  • Dança;
  • Cromoterapia;
  • Reflexologia;
  • Musicoperapia;
  • Hipnose;
  • Yoga;
  • Meditação;
  • Relaxamento;
  • Talassoterapia;
  • Acupuntura;
  • Lian gong;
  • Aromaterapia;
  • Ofurô;
  • Watsu.

 

        Homeopatia: Baseia-se na teoria de que o medicamento deve “imitar” os sintomas da doença e quanto mais diluído melhor atuará. Na preparação dos medicamentos são utilizadas substâncias naturais, tanto vegetais, minerais e, em alguns casos, até animais, que são colocadas em infusão no álcool para extração dos seus ingredientes ativos. A partir daí, essa solução é diluída sucessivamente, em proporção decimal ou centesimal, agitando-se e cada diluição, para maior e melhor energização de matéria-prima. Algumas indicações para as situações de estresse, que devem ser prescritas pelo profissional especializado são: Aconitum, Rhustox, Ledum e Gelsemium.

       Homotoxicologia: É a variação da homeopatia e baseia-se no conceito de equilíbrio do organismo. Considera que qualquer agente que leve o organismo ao desequilíbrio é considerado um tóxico. As toxinas podem ter origem externa, invadindo o organismo através do aparelho digestivo (alimentos, medicamentos, aditivos químicos, etc), da respiração (poluição) ou da pele. As toxinas de origem interna são os resultados do estresse emocional, afetivo, social ou de relacionamento. Quando o organismo e a mente não conseguem eliminar adequadamente essas toxinas internas ou externas, o individuo perde o equilíbrio e está sujeito a doenças de vários tipos.  Para combater esse desequilíbrio, a homotoxicologia utiliza medicamentos derivados de vegetais e compostos homeopáticos para desintoxicar o organismo e aumentar as suas defesas contra doenças.

          A diferença com a homeopatia está nas substâncias utilizadas nos remédios, que na homotoxicologia são mais concentrados e com ação mais efetiva, inclusive utilizando-se, se for necessário, medicamentos alopáticas (medicamentos químicos tradicionais).

Medicina Ortomolecular: foi criada por Linus Pauling, médico renomado que ganhou o Prêmio Nobel por duas vezes.O termo “orto” significa “corrigir” em grego, e o objetivo é a correção das carências orgânicas de forma a proporcionar um equilíbrio completo no organismo e fazer a prevenção das doenças. Para a medicina ortomolecular o oxigênio, vital para os organismos vivos, é também tóxico para as células. Quando respiramos, parte do oxigênio é transformado em radicais livres (moléculas instáveis que podem lesar todas as moléculas das células do organismo).O organismo humano tem grandes defesas contra os radicais livres, mas, com o avanço da idade, a alimentação inadequada, fumo, álcool, radiações, poluição e outros fatores, essas defesas vão sendo perdidas. A medicina ortomolecular usa substâncias antioxidantes para combater os radicais livres e fortalecer o sistema imunológico, que defende o organismo das doenças. Com isso, o organismo se reequilibra e melhora o rendimento intelectual, físico e psicológico, aumentando também a capacidade das pessoas de reagirem aos efeitos do estresse, utilizando vitaminas, minerais e aminoácidos, além de hormônios de origem natural e terapia celular.

         Tai – chi – chuan: É uma espécie de ginástica de origem chinesa praticada através de movimentos lentos, circulares, semelhantes a uma dança, e executados de preferência, ao ar livre. Baseia-se no principio de que qualquer perturbação na área mental ou emocional causa desequilíbrio no organismo todo.

        Dança: Tem valor relaxante e exige uma série de exercícios físicos que são executados de forma agradável. Existem muitos tipos de danças utilizadas como terapia, mas as técnicas são de menor importância, já que o principal objetivo é descontrair.

         Cromoterapia: é a terapia através das cores, algumas teorias explicam que a visualização de determinadas cores causa estímulos cerebrais e pode modificar o metabolismo, melhorando as reações negativas. As cores consideradas mais benéficas ao tratamento do estresse são o azul – sedativo e analgésico do sistema nervoso e o verde, que é relaxante.

         Reflexologia: Essa técnica nasceu a mais de 5 mil anos no Oriente, onde é muito popular até hoje.É baseada em massagens feitas nas áreas reflexas que existem nos pés com o objetivo de desbloquear as canais energéticos ligados a essas áreas e liberar a energia necessária para o bom funcionamento do organismo.Segundo essa técnica, por exemplo, o dedo maior do pé esta relacionado com a cabeça e com o cérebro, já o dedo menor está ligado aos seios nasais.Segundo seus praticantes , a reflexologia é particularmente indicada para o tratar dores em geral, distúrbios hormonais, depressão e para aumentar a imunidade do organismo, entre outros distúrbios.

           Musicoterapia: utiliza a musica e seus elementos ( som, ritmo,melodia e harmonia) para resolver problemas físicos, emocionais, mentais e de comportamento.Através de sons variados os terapeutas buscam a comunicação com o paciente e com seus respectivos problemas existentes.Segundo os especialistas, a música facilita a expressão e a comunicação, além de ser relaxante e indicada para quem está angustiado ou deprimido.Mesmo em casa, é aconselhável usar a música como meio de relaxamento das tensões do dia – a –dia , para melhorar a insônia e diminuir a ansiedade.Existem á venda no mercado gravações de músicas feitas especialmente para essa finalidade.

           Hipnose: é usada por muitos médicos principalmente, psicanalistas e psicólogos para alterar o estado de consciência do paciente, mas garantindo o controle do que se passa, ao contrário do sono fisiológico, quando o organismo fica desligado da realidade. O terapeuta usa técnicas que induzem a pessoa a relaxar e a procurar no passado as causas de seu distúrbio atual. Com o domínio da técnica, é possível praticar a auto-hipnose, que é um relaxamento profundo, também chamado de “treino autógeno”.

         Yoga: significa união e refere-se a uma técnica que tem varias subdivisões, sendo a hatha yoga a mais conhecida e praticada, pois reúne movimentos e posturas corporais, chamadas de asanas,e técnicas respiratórias, chamadas de pranaiamas, com o objetivo de ralaxar o corpo e a mente.Todos os exercícios são feitos lentamente e de acordo com a capacidade de cada praticante, portanto, sem causar cansaço.Os especialistas indicam a hatha yoga para as pessoas agitadas e estressadas pelo seu poderoso efeito relaxante, tanto para o corpo e a mente.Além disso a hatha yoga aumenta a flexibilidade, a força o equilíbrio e a coordenação. O ideal é praticar a yoga com um instrutor especializado, pois algumas posturas podem provocar distenções musculares. Mas há alguns exercícios simples que você pode fazer sozinho.

           Meditação: é uma extensão natural da yoga e geralmente, quem a pratica também faz meditação. Consiste em uma concentração mental intena com a finalidade de fazer um “mergulho” interno e repensar o que nos rodeia e nós mesmos, despertando as nossas energias para a purificação do corpo e da mente e para a descoberta e desenvolvimento da nossa espiritualidade. O método é simples e exige apenas um local tranqüilo, sem ruídos. De preferência pela manhã bem cedo, sentar-se confortavelmente, fechar os olhos, relaxar a musculatura, tranqüilizar a respiração e deixar os pensamentos fluírem, sem nenhuma interferência, numa introspecção bastante benéfica. Pode-se ouvir musica suave ou não.

         Talassoterapia: O termo talasso oriundo do grego significa mar e refere-se ao uso dos elementos marinhos (água, algas, plânctons, bactérias marinhas, etc) com finalidade preventiva e curativa. Pode ser passiva (deixando as ondas do mar baterem no corpo e revigorando-o)ou ativa (fazendo movimentos semelhantes á hidroginástica). A energia cósmica, aliada ás algas, plânctons e demais componentes marinhos, ajuda a relaxar e, ao mesmo tempo, a movimentar o corpo num ambiente saudável, desde que o local escolhido seja isento de poluição.

          Acupuntura: essa técnica milenar significa “punção pela agulha” e baseia-se na tonificação ou sedação dos canais chamados de meridianos que o nosso corpo apresenta e por onde flui a energia vital (chamada “ki”, pelos japoneses, “chi”, pelos chineses ou “prana”, pelos hindus). Segundo a explicação chinesa tradicional, uma obstrução nos meridianos pode retirar a energia de determinadas regiões e concentrá-las em outras, desequilibrando todo o sistema. A estimulação pelas agulhas permite que a energia vital seja mais bem absorvida, melhor distribuída e aproveitada pelos órgãos e sistema do organismo. A explicação moderna é a de que a acupuntura estimula o sistema nervoso a liberar substâncias químicas nos músculos e no próprio sistema nervoso, incluindo o cérebro, reequilibrando e promovendo a normalidade do seu funcionamento e o bem estar físico e emocional. Uma variante desse método é a digipuntura( praticada com os dedos, ao invés de agulhas), representada pelo do-in(automassagem) e pelo shiatsu(através de um aplicador), técnicas que também usam os citados meridianos, manipulando os pontos de tensão.Somente médicos, dentistas e profissionais qualificados por cursos idôneos e reconhecidos oficialmente podem aplicar a acupuntura, utilizando agulhas descartáveis para evitar contaminação.

Lian gong: é uma ginástica terapêutica criada com a finalidade de alongar e fortalecer os ossos, tendões, músculos e articulações, principalmente das pessoas que têm hábitos sedentários e estão constantemente tensas. As técnicas consistem em unir os princípios do tui-ná, uma massagem precursora de do-in e do shiatsu, a alguns movimentos usados em artes marciais e em exercícios respiratórios com o objetivo de aumentar a energia vital.

            Aromaterapia: como o nome sugere, trata-se de uma terapia que utiliza óleos aromáticos ou essenciais obtidos de plantas e com propriedades específicas para cada parte do organismo. O objetivo é obter o equilíbrio entre o corpo e a mente. Os óleos podem ser usados em massagens, banhos ou compressas e também no ambiente em que vivemos na forma de vaporizador ou spray. Para os casos de estresse, os aromas indicados são: bergamota (tangerina ou mexerica), camomila, cedro, gerânio, laranja, lavanda, lima, palma rosa, patchouli, sândalo e ylang-ylang.

           Ofurô:é uma técnica oriental de relaxamento através de banhos de imersão em uma tina ou banheira com água quente que busca reproduzir a sensação de volta ao ventre materno.Para isso a pessoa fica deitada como se estivesse em uma banheira comum e sim sentada, com as pernas dobradas e água até o pescoço, com o objetivo de lembrar o líquido amniótico e a posição fetal, o que provoca o relaxamento.Geralmente utiliza-se em conjunto com a técnica da aromaterapia, com a adição de óleos, essenciais e sais aromáticos à água para aumentar o relaxamento e as funções terapêuticas.A água quente estimula a circulação, relaxa a musculatura e promove a dilatação dos poros, fazendo com que a pele absorva melhor o óleo utilizado.

         Watsu: é uma junção de “water”(água) com “shiatsu” (massagem). A terapia é praticada em uma piscina com água aquecida e o terapeuta movimenta o corpo da pessoa durante cerca de uma hora, massageando os pontos de tensão e induzindo ao relaxamento corporal e mental. A ausência da força da gravidade, associada á temperatura agradável da água, aos movimentos suaves e à massagem direcionada aos meridianos de energia do corpo, leva a uma integração física e mental, bastante recomendável para o tratamento do estresse.

6.  Resiliência

6.1  Reduz os riscos de doenças e melhora a qualidade de vida.

        O problema esta presente nos mais distintos níveis hierárquicos, em empresas de todos os portes e se intensifica à medida que aumentam as responsabilidades, cobranças, pressão laboral,competitividade, estafante jornada de trabalho, entre outras características muito típicas do mundo globalizado.Diante disso como manter a qualidade de vida e o equilíbrio emocional?

         Treinando a capacidade de cada individuo de desenvolver a resiliência. O termo vem da física e significa a capacidade humana de superar tudo, tirando proveito dos sofrimentos, inerentes as dificuldades. O profissional resiliente é aquele recupera-se e molda-se a cada “deformação” (obstáculo) situacional.

         O equilíbrio humano é semelhante a estrutura de um prédio, se a pressão for igual a resistência, apareceram rachaduras(doenças e lesões, por exemplo).Dentre as mais diferentes doenças psicossomáticas que se manifestam no indivíduo que não gastrite até a síndrome do pânico, incluindo ainda problemas como vaginites,doenças intestinais, hipertensão arterial, entre outros males.

Durante o ciclo de vida normal, é necessário o individuo desenvolver a resiliência para conseguir ultrapassar as passagens com “ganhos”, nas diferentes fases: infância, adolescência, juventude, fase adulta e velhice, incluindo mudanças como de solteiro para casado.

          O individuo que possui resiliência desenvolve a capacidade de recuperar-se e molda-se novamente a cada obstáculo, a cada desafio. Se transportarmos o raciocínio para o dia – a – dia, podemos observar que, quanto mais resiliente for o individuo, haverá menos doenças e perdas e mais desenvolvimento pessoal será alcançado.

Um individuo submetido a situação de estresse e que sabe vencer sem lesões severas (rachaduras) é um resiliente.Jà o profissional que não que não possui resiliência é chamado  “homem de vidro”, que se “quebra” ao ser submetidos as pressões e situações estressantes. A idéia de resiliência pode ser comparada as modificações da forma de uma bexiga parcialmente inflada, se comprimida, adquirindo as formas mais diversas e retornando ao estado inicial, após pressões exercidas sobre a mesma.

            A resiliência consiste em equilíbrio entre a tensão e a habilidade de lutar, além do aprendizado obtido com obstáculos (sofrimentos).Traduzindo em outras palavras , é atingir outro nível de consciência.Toda empresa deve se preocupar com a resiliência de seus profissionais, pois o individuo que não possui ou não desenvolve a resiliência, pode sofrer severas conseqüências, que vão da queda de produtividade ao desenvolvimento das mais diferentes doenças psicossomáticas.

6.2   Dicas para aumentar a capacidade de resiliência.

  • Mentalizar o seu projeto de vida, mesmo que não possa ser colocado em pratica imediatamente.
  • Sonhar com o seu projeto é confortante e reduz a ansiedade.
  • Aprender e adotar métodos práticos de relaxamento e meditação. Praticar esporte para aumentar o ânimo e a disposição, os exercícios aumentam endorfina e testosterona que conseqüentemente, proporcionam sensação de bem estar.
  • Procurar manter a harmonia no seu lar, pois este é o ponto de apoio, para recuperar-se.
  • Aproveite parte do tempo para ampliar os conhecimentos, pois isso aumenta a autoconfiança. 
  • Transformar-se em um otimista incurável, visualizando sempre um futuro bom.
  • Assumir riscos (ter coragem).
  • Tornar-se um “sobrevivente” repleto de recursos no mercado profissional.
  • Apurar o senso de humor (desarmar os pessimistas)
  • Separar bem quem você é e o que faz.
  • Usar a criatividade para quebrar.
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~ por leriostyle em maio 2, 2010.

2 Respostas to “ESTRESSE NO TRABALHO”

  1. adorei esse assunto, me identifiquei com ele, e estou escrendo um artigo acadêmico sobre o mesmo!!!show

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